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domingo, 11 de setembro de 2011

Você nem fechou a porta e meus olhos já estavam cheios de lágrimas, eu não queria... Não queria muito mais do que em todas as outras noites, não queria muito mais do que todas as outras vezes... Enquanto eu te abraçava, eu segurava todo o choro dentro de mim, eu segurava todo o medo e toda a angustia que agora estão tomando conta de mim. Não me pergunta por quê, eu não poderia explicar. Você mal saiu da minha rua, e eu lhe mandei uma mensagem, eu queria que você tivesse voltado, eu queria você aqui, nesse minuto, me abraçando. Eu preciso de você aqui, agora mesmo, amor.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011





"Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados.
Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam.
Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero
domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e
travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa." 



cfa-

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Keep dreaming.


Somente eu eu sei com me dói te ver desse jeito, como meu corpo paralisa e não há nada que eu consiga dizer para te fazer sentir melhor.  Dentre meus sorrisos mais bonitos, e os abraços mais quentes há um buraco alojado em mim, a cada suspiro de dor que você dá, há um desespero que me domina.
Teus olhos sem brilho me fazem querer pular de um precipício, e eu juro, juro por ti, que isso tem me parecido simplesmente adorável, eu, que nunca me imaginei pensando nisso.
Teu medo, teu desespero, me deixa em dobro com tudo isso, e eu preciso cavar fundo, ir ao céu, todas as manhãs e todas as noites, para poder encontrar forças e passa-las para ti. Preciso sorrir todos os momentos, para poder ver um sorriso no teu rosto... Mas eu não vou desistir você sabe que não vou desistir, não até isso acabar – e isso vai acabar!
Não vou desistir até ver você sorrir em paz. Até sentir que está feliz por completo, e que assim será para sempre. E embora eu tenha que caminhar pelo inferno para que você possa sorrir, eu o farei, e embora eu tenha que abrir mão de tudo, eu vou continuar do seu lado. E vou cuidar de você, porque assim como preciso de você, sei que também precisa de mim.
Eu não vou deixar de sonhar, um dia sequer, não vou deixar de planejar nossa vida, nossa casa, nosso casamento. No vão da dor, todos os dias, vou te lembrar de que temos muito para viver, e que ninguém vai tirar isso da gente, que nada vai nos impedir de fazer uma volta ao mundo em 360 dias, ou de irmos à praia mais longe daqui numa sexta feira às onze da noite numa moto a 200 km por hora, não deixarei de sonhar e sei que vamos realizar todos.
Daqui á seis meses, nós vamos comemorar a tua vitória, e saberemos que sonhando, e acreditando, tudo dá certo. Todo sofrimento terá valido a pena e nossas lágrimas serão apenas alegria. Por isso te imploro: Sonhe e acredite, por mim, por ti, por nós.
Não desisto nem perco a fé, porque preciso te amar todo dia, para ver o sol na minha janela.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Gotas de chuva - nostalgia.

Eu voltei para casa, com pingos gélidos de chuva caindo pelo meu rosto. Parei em frente do teu antigo trabalho, sem perceber, e te procurei... Não havia notado até então, que estava a procura de teus olhos - mais uma vez. Senti o cheiro de kayak da natura pelos ares, e tentei ver de onde vinha, em vão. Eram duas as opções ou vinham do vento dos céus, ou estavam sendo projetados pela minha mente conturbada - e a segunda é mais obvia, vendo o estado em que estava.
Entrei na rua de casa, e continuei a procura já consciente de que estava lhe buscando. Sabia que era em vão. Sabia que tu não estavas por aqui, mas a cabeça olhava de um lado para o outro sem que eu comandasse, as narinas inflavam tentando ver de onde o cheiro vinha. Vazio. Não havia nada ali além da fumaça do cigarro, dos carros e o nublado do céu. Nada além do vento gelado que parecia dar tapas em meu rosto, nada mais do que gotas de chuva que naquele instante se misturaram com as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Era falta. Quis correr, e quis ficar. Quis continuar a buscar, porque precisava encontrar.
Sentei na guia na porta de onde era tua casa, acendi mais um cigarro e deixei a chuva me molhar... Fechei meus olhos, lembrando que eu tinha sobrevivido dois anos e que preciso sobreviver mais.

Eu ainda sinto como se teu corpo estivesse quente em minhas mãos
Eu ainda sorriu como se os sonhos fossem reais
Eu ainda lembro como se a dor fosse boa e lembrar não me dilacerasse
Eu ainda te busco porque sei que mais cedo ou mais tarde vou te encontrar

quinta-feira, 14 de julho de 2011

7.4.9


Nós sempre fomos como o sol e a lua, a dama e o vagabundo, a bela e a fera, a humana e o vampiro, o pobre e a rica, o preto e o branco... Romeu e Julieta.


Proibidos. Diferentes - e dependentes um do outro.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

leia ouvindo:   

Por tantas vezes isso aconteceu, por tantas vezes não consegui me concentrar, nem pensar... Mas agora está mais forte. Cada dia mais forte.
Eu olho em volta e vejo que sou a mesma de dois anos atrás. Eu olho pro céu e vejo aqueles olhos azuis, eu deito na minha cama e escuto a mesma voz na minha cabeça. Ouço o barulho da mesma moto. E não consigo sorrir, mas nem chorar. Eu apenas posso fingir!
E me encontro nesse nada... Mais uma vez. Dois anos. E continuo nesse nada. E ninguém sabe o que tá passando aqui dentro da minha cabeça. Ninguém sabe dos arrepios do meu corpo. E das noites mal dormidas desde o começo desse mês. Maldito mês!
As lembranças que me invadem. O nada que me invade. E a falta de capacidade de cuidar de quem me ama. De prestar atenção no que acontece a minha volta. A falta de capacidade de me arranjar. De dar um jeito no que acontece comigo. O bloqueio, o mesmo de sempre... E eu não quero, e nem vou dividir isso com ninguém, é um nada meu, apenas meu. E quando virar dor, sera apenas a minha dor. Como é desde o ocorrido. Como sempre foi. Não quero conselhos. Não quero estimas. Quero apenas o escuro da noite, o maço, e o buraco. Como sempre. As garrafas voltam a me atrair, e as loucuras voltam a me satisfazer. A paciência se perde. E a vontade cagar na vida volta. O fingimento. Os olhos fundos. O vazio deles. Tudo. Como sempre. E não quero dividir. Mas também não quero abandonar ninguém. Só quero um tempo. Isso passa. Em julho já passa. Só quero um tempo. Você, amor, sabe que é assim sempre. E acostuma, eu não vou mudar isso, você não vai mudar isso... Ninguém vai, porque já mudaram demais, já foderam demais então chega de mudanças. Sem preocupação. Sem carinho. Sem amor. Só um tempo. Prometo voltar a deixar me cuidar e me amar. Mas agora eu não quero. Me perdoa qualquer coisa. Mas entende. Não vou te deixar. Não vou terminar. Não vou fazer nada. E isso mesmo é o que eu quero, o nada. Meu querido nada. Deixa como está. Não muda. Eu não aguento mais mudanças. Quero que isso continue pra sempre. Não, não é masoquismo. É só um modo de fuga, um modo de saber que aquilo foi real. Deixa assim, e me desculpa.
E o medo não aparece. O perigo se torna prazeroso e os gritos também. A arrogância. A grosseria. Tudo. De novo. Como a dois anos atrás. Como dois anos mais pra frente.


Ninguém sabe o que acontece dentro da sua cabeça
Tudo parece estar correndo bem
Você é o mesmo de sempre
Eu não quero te abandonar
Mas eu não consigo nem me arranjar
Quando esse quarto cheio de gente ficou tão vazio?
E todo mundo fica olhando pra mim
Estou cansado, de fingir minha vida
Você quer mais, você quer muito mais.

P.O.D - Let you down