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Mostrando postagens com marcador txt amor. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Querido,

Noite passada sonhei com você. Eu me encontrava em alguma rua escondida por detrás de arvores e você passava, caminhando com seus passos curtos e rápidos e seus braços endurecidos ao lado de seu corpo, acordei deslumbrada recordando-me de sua estonteante beleza. É incrível como cada detalhe de seu rosto está salvo em minha memória - e você sabe que ela não é boa -. Seus pelos loiros espalhados em seu rosto com uma barba por fazer, seu sorriso meio torto, desajeitado e deslumbrante, aquele seu jeito de piscar os olhos e fazer com que seus cílios - também incrivelmente loiros e compridos - pestanejem lentamente sobre seus olhos azuis mar me deixando sem fôlego, o modo como caminhas rápido e de cabeça erguida deixando as pessoas ao seu redor intimadas com cada passada pesada.
Você vestia aquela calça cinza quadriculada, uma camisa branca por fora e aquela jaqueta de couro surrada que tanto gostava, enquanto passava eu senti seu perfume também, meio doce, meio amargo... Amadeirado e indiscutivelmente calmante para mim; é óbvio, acordei sentindo teu magnifico perfume por todos os lados.
Fora um sonho rápido, querido, uma passagem de lembrança tua em minha mente, mas de algum modo, me deixou paralisada e indagada com o fato de após longos anos sem ver seu rosto ou sentir seu cheiro ainda me recordo desses detalhes. Como pudeste marcar-me tanto assim? Me faz rir pensar nisso.
"Continuo com aquele estonteante sorriso em minha mente. Maldito anjo obscuro que prende-me".


Com amor recolhido e preocupação contínua,
                       Seu anjo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011





"Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados.
Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam.
Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero
domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e
travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa." 



cfa-

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Gotas de chuva - nostalgia.

Eu voltei para casa, com pingos gélidos de chuva caindo pelo meu rosto. Parei em frente do teu antigo trabalho, sem perceber, e te procurei... Não havia notado até então, que estava a procura de teus olhos - mais uma vez. Senti o cheiro de kayak da natura pelos ares, e tentei ver de onde vinha, em vão. Eram duas as opções ou vinham do vento dos céus, ou estavam sendo projetados pela minha mente conturbada - e a segunda é mais obvia, vendo o estado em que estava.
Entrei na rua de casa, e continuei a procura já consciente de que estava lhe buscando. Sabia que era em vão. Sabia que tu não estavas por aqui, mas a cabeça olhava de um lado para o outro sem que eu comandasse, as narinas inflavam tentando ver de onde o cheiro vinha. Vazio. Não havia nada ali além da fumaça do cigarro, dos carros e o nublado do céu. Nada além do vento gelado que parecia dar tapas em meu rosto, nada mais do que gotas de chuva que naquele instante se misturaram com as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Era falta. Quis correr, e quis ficar. Quis continuar a buscar, porque precisava encontrar.
Sentei na guia na porta de onde era tua casa, acendi mais um cigarro e deixei a chuva me molhar... Fechei meus olhos, lembrando que eu tinha sobrevivido dois anos e que preciso sobreviver mais.

Eu ainda sinto como se teu corpo estivesse quente em minhas mãos
Eu ainda sorriu como se os sonhos fossem reais
Eu ainda lembro como se a dor fosse boa e lembrar não me dilacerasse
Eu ainda te busco porque sei que mais cedo ou mais tarde vou te encontrar

domingo, 24 de julho de 2011

Serei tua eternidade.

Eu tive medo de invadirem minha privacidade. De ser apunhalada pelas costas. Tive medo de sentir o coração mais forte. De sorrir despreocupada.  De sentir mãos maiores que as minhas tocando meu corpo. Tive uma instabilidade na vida que me fez criar um bloqueio. Que destruiu tudo o que poderia ser chamado de sentimento dentro de mim.  Tive desespero. Angústia e senti dor, por muito tempo e muita dor.  
Tive receio do futuro quando ouvi suas palavras. Protegi-me e protegi meu coração. Dobrei aquele meu bloqueio tão conhecido. Respirei fundo aos eu te amo que me eram ditos. Neguei. Lutei contra.
Não quis me redimir. Neguei-me a abandonar o que me destruía. Evitei sonhar.  
Tive abraços e beijos. Sorrisos e declarações. Decidi por deixar levar. E deixei. Quem sabe seja bom? Pensei, com interrogações pulando a minha volta.
Apaixonei-me. Senti meu bloqueio sendo quebrado, jogado no chão, tive medo. Tentei recolher os cacos e reconstruí-lo, foi em vão. Você não deixou, sorriu para mim e disse que tudo ia ficar bem, repetidas vezes disse-me isso e eu podia ver teus olhos brilharem sinceros. Não aceitei. Quis evitar, tentei evitar.
Até que não me restaram mais saídas, não havia mais bloqueio, mas ainda havia medo, ainda havia dor.  Contei tudo! Cada parte do meu ser. Da minha vida. Do meu passado, presente e do que sonhava para meu futuro, foi atento, calmo e apenas disse que estaria comigo, para sempre, que não importava o que acontecesse, eu chorei, como a muito não chorava, chorei de verdade, com lágrimas que mais pareciam um riacho. Que escorriam pelo rosto sem que eu quisesse.
Lembro quando sorri e quando retribui o amor. Quando passei a cuidar. A querer.
Lembro quando houve a primeira proposta. Lembro quando a ideia me começou a ser prazerosa.
Mantive-me com medo, com receio.
E decidi-me, olhei para dentro e vi teu nome escrito por toda parte, cheirei meu travesseiro e tive plena consciência de que era o cheiro que queria para o resto da vida - não que já não soubesse disso, só decidi que seria o mais rápido possível.  Te coloquei para dormir no meu peito, e fui escutando sua respiração se acalmando, até ficar completamente serena e tu entrar na cidade dos sonhos, vi teu rosto calmo, lindo, com um meio sorriso, porque dormiu no lugar que mais gosta e percebi que quero isso todas as noites, por toda a vida. Vi teu cabelo molhado e teu corpo úmido depois de um banho e imaginei como seria se visse isso todos os dias, duas vezes num dia, se entrasse junto. Fiz pães suficientes para você, para querer fazer todos os dias, a vida toda, antes de você sair para o trabalho. Dobrei roupas suficientes suas e as guardei no meu guarda roupa para não me importar de fazer isso à vida toda, todos os dias. Conheci todos os teus defeitos e qualidades, sei de todos os seus más dias e os melhores e não preciso me preocupar com mudanças. Com novas descobertas. Eu conheço até o seu chulé!
Sei da tua mania de viver encostado, de não saber sentar numa cama – só deitar, sei também do seu jeito bagunceiro e de como cozinha bem. Então, eu não preciso me preocupar com nada. Nem temer a nada. Porque sei que será perfeito. 
Parei de temer o mágico, o ato de caminhar com uma calda branca giganta. Parei de negar meu sonho de sair em uma limusine para qualquer ilha com cheiro afrodisíaco perdida no mundo. 
Me rendi. Não resisti. Decidi por mim. Por ti. Por nós.
Porque não há nada melhor. Nada que eu queira mais.
Então, deixei passar. Permiti a mim mesma amar. E cá estou braços abertos, coração rendido, dizendo-lhe que sou tua. Por completo. E serei tua eternidade.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sentir-se amado 

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama. 

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado. 

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se. 

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também? 

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois. 

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho". 

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato." 

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. 

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.



(Martha Medeiros)


Ainda assim, posso afirmar... Sinto-me amada. Completamente amada. E você, sente-se amada?

domingo, 17 de outubro de 2010

Cada detalhe de você.

É o jeito que ele me olha, o modo como sorri pra mim, o jeito como ele me toca que faz meu coração parar de bater e de repente voltar com força total. É o carinho imensurável que ele me dá, a atenção que ele tem comigo. São as palavras que ele diz, é o sorriso que ele tem quando está comigo, é o riso dominador que me faz ficar zonza. É o modo como os olhos dele piscam, o cheiro que tem a roupa dele misturado com fumo, o modo como a boca dele se mexe grudada com a minha; é o desenho perfeito dos lábios dele, a tonalidade esverdeada dos olhos, a barba no rosto dele, o cabelo bagunçado. São as seis tatuagens no corpo dele, e o um metro e noventa de palhaçada. É a força física de me tirar do chão, e a força psicológica de me de prender ao chão. É a habilidade, tática ou sei lá de saber as horas só de olhar pro chão e pro céu, são as mãos quadradas exageradamente grandes, os dentes afiados como de um vampiro. É a fome desumana que ele sente, os pêlos da barriga dele e os ossinhos do quadril. É a saudade do que ele já perdeu. É o instinto protetor que ele têm. É a confiança que ele me dá, a segurança que ele me passa. É o amor que só ele saber dar. É a voz mutável e rouca dele. É o alargador na orelha e os sonhos de carros. É o nosso Miguel e nossa Manuella. É a calça preta que ele não tira. São as coisas que só a gente entende. São as marcas que ele deixa no meu corpo. É o colo dele que eu adoro cochilar. É o marlboro que ele não vive sem. São as músicas que ele canta pra mim. É a adaga que ele quer tatuar no braço esquerdo, junto ao yin yang que já tem. É o arrepio que a voz dele me causa. É o vazio que me dá te-lo longe e o efeito mais forte que LSD que tem o beijo dele em mim. É o arrepio que ele sente na barriga e na virilha. E as cócegas debaixo dos braços. É cada pedaço disso que me faz amá-lo com todas as forças que eu posso ter!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Alguém chega, de repente, do nada, alguém que eu nao conheço, que eu nem sei o nome completo (exatamente!) e muda todas essas certezas, e balança até o mais gélido coração.. Mexe até com a mais certa das certezas. Envolve. Domina. Atrai.
Sem motivos, sem razões, sem porques. Simplesmente mexe, simplesmente envolve. E acaba por deixar uma cabeça mais certa, num misto de confusão. Fazendo desejar o proibido, o duvidoso, ao certo, ao permitido. Novamente, algo que não se pode, algo que nao se espera. Uma atração inevitavel, que não se mede.