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quarta-feira, 21 de setembro de 2011



Eu apenas quero que isso acabe, para tê-lo novamente. Para não sentir-me noite após noite em cima da corda bamba, podendo desmoronar a qualquer minuto. 






quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Simplesmente, queria te ouvir, nem que fosse gritando comigo. Mas eu só precisava te ouvir.




"Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados.
Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam.
Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero
domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e
travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa." 



cfa-

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Keep dreaming.


Somente eu eu sei com me dói te ver desse jeito, como meu corpo paralisa e não há nada que eu consiga dizer para te fazer sentir melhor.  Dentre meus sorrisos mais bonitos, e os abraços mais quentes há um buraco alojado em mim, a cada suspiro de dor que você dá, há um desespero que me domina.
Teus olhos sem brilho me fazem querer pular de um precipício, e eu juro, juro por ti, que isso tem me parecido simplesmente adorável, eu, que nunca me imaginei pensando nisso.
Teu medo, teu desespero, me deixa em dobro com tudo isso, e eu preciso cavar fundo, ir ao céu, todas as manhãs e todas as noites, para poder encontrar forças e passa-las para ti. Preciso sorrir todos os momentos, para poder ver um sorriso no teu rosto... Mas eu não vou desistir você sabe que não vou desistir, não até isso acabar – e isso vai acabar!
Não vou desistir até ver você sorrir em paz. Até sentir que está feliz por completo, e que assim será para sempre. E embora eu tenha que caminhar pelo inferno para que você possa sorrir, eu o farei, e embora eu tenha que abrir mão de tudo, eu vou continuar do seu lado. E vou cuidar de você, porque assim como preciso de você, sei que também precisa de mim.
Eu não vou deixar de sonhar, um dia sequer, não vou deixar de planejar nossa vida, nossa casa, nosso casamento. No vão da dor, todos os dias, vou te lembrar de que temos muito para viver, e que ninguém vai tirar isso da gente, que nada vai nos impedir de fazer uma volta ao mundo em 360 dias, ou de irmos à praia mais longe daqui numa sexta feira às onze da noite numa moto a 200 km por hora, não deixarei de sonhar e sei que vamos realizar todos.
Daqui á seis meses, nós vamos comemorar a tua vitória, e saberemos que sonhando, e acreditando, tudo dá certo. Todo sofrimento terá valido a pena e nossas lágrimas serão apenas alegria. Por isso te imploro: Sonhe e acredite, por mim, por ti, por nós.
Não desisto nem perco a fé, porque preciso te amar todo dia, para ver o sol na minha janela.

sábado, 27 de agosto de 2011


Olha, tem coisinhas guardadas dentro de mim ainda, que você desconhece. Tem sentimentos aqui, que eu ainda não aprendi a demonstrar. E também tem esse meu gênio forte que nem eu mesmo tenho suportado quem dirá você?
Eu estou tentando mudar, eu juro que estou. Desde o dia em que disse que tinha ficado magoado comigo porque você precisava de carinho e eu estava estressada, perdão!
Eu quero saber lhe dizer que fiquei assustada também, e que chorei, não por ter brigado com a minha mãe, mas porque senti medo. Quero aprender a chorar no teu colo toda vez que quiser, e aprender a dizer que estou com saudade de ti – toda hora, porque sinto falta toda hora. To tentando aprender a abraçar quando quero carinho e não a ficar estressada, a sorrir quando você diz que me ama e não agir como se isso me entediasse. Perdão! Eu sei que mudei. Sei que tenho estado muito fora do normal, que tenho vivido no estresse puro, mas faz tempo isso... E eu não sei o que está acontecendo comigo. Sei apenas que isso te machuca, porque eu tenho visto nos seus olhinhos... Sei apenas que nosso relacionamento pode desmoronar e talvez a culpa seja exclusivamente minha. Sei que não aprenderia a viver sem ti e sei também que precisa de mim.
 Mas olha amor presta atenção em uma coisa - quando eu não consigo falar - que é o mais importante pra mim e pra ti, no meu sorriso, e no meu olhar, presta atenção nas mordidas que dou na boca e no jeito que pego tua mão... Tá tudo nisso, todo o amor e todo o carinho, toda a força que tu tens precisado e todos os “eu amo você”. No modo como olho pra ti, e como acaricio seu cabelo. No modo como eu te abraço.
Toda a força do mundo está aqui. No meu sorriso, no meu abraço... Só pra ti. Todo afeito e calor.
Eu tenho estado com tanta coisa na cabeça... Eu quero emagrecer, tirar apenas notas azuis no colégio, quero parar de fumar e agora quero mudar contigo, quero aprender a ser como você – meigo, doce, carinhoso – e viver sem máscaras. Porque o perigo de te perder para mim mesmo tá sendo tão grande, mas tão grande que me apavora.
Agora mesmo, estou querendo te ligar, dizer que te amo que já estou com saudades e que seu sorriso é a coisa mais linda do mundo... Dizer que tenho ciúmes de quem te dá atenção demais porque morro de medo de perder a sua atenção pros outros. Dizer que muitas vezes que fico longe fico me imaginando sem ti e isso dói tanto, que tu nem imaginas.  Dizer que algumas atitudes suas tem parecido distantes das minhas e que é como se você estivesse querendo ter uma vida além da nossa – e isso também dói, dói muito. E assusta.  Dizer que você é tudo para mim. Tudo mesmo, e que a minha vida se resume a tua. Apenas respiro para você respirar. Que se não for para ser tua, não serei de mais ninguém.
Perdão, meu amor. Pelas grosserias descabidas. Os momentos que o frio tomou conta de mim. Por não ser perfeita, e não saber tentar ser. Por não ser o que você merece. Tenho me culpado por isso. Há mais de dois meses... E tenho tentado mudar, mas é tão difícil, essa personalidade é tão minha. Estou tentando.
Vou aprender a mostra-lhe amor como merece, a não me mascarar e nem fingir ser forte quando estou fraca. Não mentir pra mim dizendo que está tudo bem e cabeça gritando que não, que nada está bem.
Vou tornar-me alguém melhor, por ti, por mim e por nós.

domingo, 14 de agosto de 2011


As pessoas se aglomeravam, todos ouvindo o mesmo som... O meu namorado, aquele que tu disseste que tinha um olhar puro, estava ao meu lado, quando um cara de calça jeans, camisa branca com as mangas dobradas e um sapato, estilo tempos da brilhantina, se destacou, de primeiro achei-o ridículo, mas ao olhar para o rosto... Eu juro que era você. Quando ele olhou para mim e ficou encarando-me, por muito tempo, como se estivesse me reconhecendo... Senti o coração querer sair pela boca, minha pressão simplesmente despencou e não sentia nem minhas pernas. Eu podia jurar que era você. O formato do rosto, do queixo, do modo como andava, dançava e cantava. Era você, entrei em pânico e tive um surto de memória, de visão, de controle. Simplesmente agarrei meu namorado e abracei-o forte. Ele sabe tudo mesmo, toda a história, todos os acontecimentos e de quantas outras vezes vi teu rosto em muitas pessoas. Quis chorar, eu juro que quis.
Meu corpo ficou anestesiado, senti como se minhas costelas se abrissem dentro de mim, o pulmão fechasse e a garganta inflasse, houve um buraco, um nó a garganta... Aquela sensação que tive por um ano inteiro a cada vez que te via. Por alguns instantes eu não conseguia tirar os olhos do tal cara, era você. Eu não estou louca, não de novo. Nem estava com tanta saudade de ti, mas naqueles instantes, eu senti saudade... Saudade não, falta. Matadora, esmagadora – talvez literalmente, por que parecia que estava sendo pisoteada por um elefante ou que atiravam contra meu peito. A dor foi imensa, eu não a sentia tão forte há tanto tempo... Que nem lembrava com driblar isso, digo, eu lembrava que driblava com álcool e cigarros, não lembrava o modo bom de driblar isso.  Optei pelo ruim, claro, é o que estava ao alcance no momento e seria o mais rápido; já que faziam quase vinte e quatro horas que não me alimentava, uma simples lata de cerveja me alterou o suficiente para sentir dentro do cérebro os riffles das guitarras das bandas que se apresentavam.
Senti-me pela metade... Aliás, ainda sinto-me pela metade, era teu rosto... Com as mesmas marcas, o mesmo jeito de olhar, de falar com as pessoas, a mesma altura, até o mesmo jeito de se vestir quando queria chamar a atenção, o mesmo modelo de mãos, o mesmo sorriso perturbado.
Sei que não deveria estar escrevendo pra ti de novo, mas isso me alivia... Faz-me respirar mais facilmente.

Agora teu rosto está em minha mente mais uma vez
E eu não consigo fazer nada para mudar
Agora tua vida está na minha cabeça mais uma vez
E ela já não me pertence mais (...)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Gotas de chuva - nostalgia.

Eu voltei para casa, com pingos gélidos de chuva caindo pelo meu rosto. Parei em frente do teu antigo trabalho, sem perceber, e te procurei... Não havia notado até então, que estava a procura de teus olhos - mais uma vez. Senti o cheiro de kayak da natura pelos ares, e tentei ver de onde vinha, em vão. Eram duas as opções ou vinham do vento dos céus, ou estavam sendo projetados pela minha mente conturbada - e a segunda é mais obvia, vendo o estado em que estava.
Entrei na rua de casa, e continuei a procura já consciente de que estava lhe buscando. Sabia que era em vão. Sabia que tu não estavas por aqui, mas a cabeça olhava de um lado para o outro sem que eu comandasse, as narinas inflavam tentando ver de onde o cheiro vinha. Vazio. Não havia nada ali além da fumaça do cigarro, dos carros e o nublado do céu. Nada além do vento gelado que parecia dar tapas em meu rosto, nada mais do que gotas de chuva que naquele instante se misturaram com as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Era falta. Quis correr, e quis ficar. Quis continuar a buscar, porque precisava encontrar.
Sentei na guia na porta de onde era tua casa, acendi mais um cigarro e deixei a chuva me molhar... Fechei meus olhos, lembrando que eu tinha sobrevivido dois anos e que preciso sobreviver mais.

Eu ainda sinto como se teu corpo estivesse quente em minhas mãos
Eu ainda sorriu como se os sonhos fossem reais
Eu ainda lembro como se a dor fosse boa e lembrar não me dilacerasse
Eu ainda te busco porque sei que mais cedo ou mais tarde vou te encontrar

domingo, 24 de julho de 2011

Serei tua eternidade.

Eu tive medo de invadirem minha privacidade. De ser apunhalada pelas costas. Tive medo de sentir o coração mais forte. De sorrir despreocupada.  De sentir mãos maiores que as minhas tocando meu corpo. Tive uma instabilidade na vida que me fez criar um bloqueio. Que destruiu tudo o que poderia ser chamado de sentimento dentro de mim.  Tive desespero. Angústia e senti dor, por muito tempo e muita dor.  
Tive receio do futuro quando ouvi suas palavras. Protegi-me e protegi meu coração. Dobrei aquele meu bloqueio tão conhecido. Respirei fundo aos eu te amo que me eram ditos. Neguei. Lutei contra.
Não quis me redimir. Neguei-me a abandonar o que me destruía. Evitei sonhar.  
Tive abraços e beijos. Sorrisos e declarações. Decidi por deixar levar. E deixei. Quem sabe seja bom? Pensei, com interrogações pulando a minha volta.
Apaixonei-me. Senti meu bloqueio sendo quebrado, jogado no chão, tive medo. Tentei recolher os cacos e reconstruí-lo, foi em vão. Você não deixou, sorriu para mim e disse que tudo ia ficar bem, repetidas vezes disse-me isso e eu podia ver teus olhos brilharem sinceros. Não aceitei. Quis evitar, tentei evitar.
Até que não me restaram mais saídas, não havia mais bloqueio, mas ainda havia medo, ainda havia dor.  Contei tudo! Cada parte do meu ser. Da minha vida. Do meu passado, presente e do que sonhava para meu futuro, foi atento, calmo e apenas disse que estaria comigo, para sempre, que não importava o que acontecesse, eu chorei, como a muito não chorava, chorei de verdade, com lágrimas que mais pareciam um riacho. Que escorriam pelo rosto sem que eu quisesse.
Lembro quando sorri e quando retribui o amor. Quando passei a cuidar. A querer.
Lembro quando houve a primeira proposta. Lembro quando a ideia me começou a ser prazerosa.
Mantive-me com medo, com receio.
E decidi-me, olhei para dentro e vi teu nome escrito por toda parte, cheirei meu travesseiro e tive plena consciência de que era o cheiro que queria para o resto da vida - não que já não soubesse disso, só decidi que seria o mais rápido possível.  Te coloquei para dormir no meu peito, e fui escutando sua respiração se acalmando, até ficar completamente serena e tu entrar na cidade dos sonhos, vi teu rosto calmo, lindo, com um meio sorriso, porque dormiu no lugar que mais gosta e percebi que quero isso todas as noites, por toda a vida. Vi teu cabelo molhado e teu corpo úmido depois de um banho e imaginei como seria se visse isso todos os dias, duas vezes num dia, se entrasse junto. Fiz pães suficientes para você, para querer fazer todos os dias, a vida toda, antes de você sair para o trabalho. Dobrei roupas suficientes suas e as guardei no meu guarda roupa para não me importar de fazer isso à vida toda, todos os dias. Conheci todos os teus defeitos e qualidades, sei de todos os seus más dias e os melhores e não preciso me preocupar com mudanças. Com novas descobertas. Eu conheço até o seu chulé!
Sei da tua mania de viver encostado, de não saber sentar numa cama – só deitar, sei também do seu jeito bagunceiro e de como cozinha bem. Então, eu não preciso me preocupar com nada. Nem temer a nada. Porque sei que será perfeito. 
Parei de temer o mágico, o ato de caminhar com uma calda branca giganta. Parei de negar meu sonho de sair em uma limusine para qualquer ilha com cheiro afrodisíaco perdida no mundo. 
Me rendi. Não resisti. Decidi por mim. Por ti. Por nós.
Porque não há nada melhor. Nada que eu queira mais.
Então, deixei passar. Permiti a mim mesma amar. E cá estou braços abertos, coração rendido, dizendo-lhe que sou tua. Por completo. E serei tua eternidade.

sábado, 16 de julho de 2011

15/07/2011 22:37
E como fazer então? Ela me têm, quando precisa. No dinheiro, no amor, do carinho, na ajuda... Sempre. Todos os dias. E a outra... Não tem, para nada. Para absolutamente nada. Dela apenas escuta xingos, dela apenas escutas gritos e até mesmo ameaças... E de mim? É apenas carência, amor, sonho, ajuda. E eu não cobro dela nada. Não peço nada em troca, mas, ela poderia pensar, poderia tentar me compreender. Tentar permitir que eu não me destrua por dentro. Tentar se permitir de entender o que eu fui, o que eu sou, e quais são as possibilidades de me tornar pior do que isso aí tudo.
Talvez seja pedir demais compreensão, como talvez não seja difícil demais retribuir.
Depois das asas que abri mão por ela, depois dos sorrisos que perdi por ela, depois das roupas que troquei por ela, das mentiras que contei por ela, do ódio que criei por proteção a ela. A outra vem de manso, com interesse escrito no rosto, percebido na fala, transparente no olhar... E eu fico de lado. Largada no meio da estrada escura. Na noite de chuva. Recebo olhar de indiferença quando apresento as notas perfeitas, em quanto à outra, recebe pena pela sem vergonhisse de ter notas sujas, de zero a meio e ainda por cima ganha um sorriso de pergunta sobre ajuda.
E eu? Alô! Será que alguém tá a fim de me enxergar? Mãe, caramba. Fui eu que te dei apoio, amor, carinho. Fui eu. Ei, a outra é ruim. Lembra?
A ajuda pra ela é um tapa na cara pra acordar, mas e a minha? Que eu nem mesma sei, e a minha ajuda que é física, psicológica e emocional. Que se não vier... Pode me levar a um caixão, ou talvez a outro coma alcoólico. E a minha? Que se não vier vai me deixar sem coração pra sempre.
Ela não te dá nada além de desgosto, mas não é ela quem escuta isso todo dia. Sou eu, da sua boca, depois de arrumar toda a sua casa, fazer a comida, e te mostrar meus oitos, nove e dez de notas. Sou eu quem ganho a indiferença, depois de não dormir pensando em como te ajudar a pagar aquela conta, depois e mandar meu próprio pai tomar no cú porque você tá chorando por ele. É ela que ganha o cobertor no meio da noite, o leite quente na cama, e o filha todo dia. Eu? É Barbara daqui, Barbara dali. Não tem cobertor e nem leite quente... E não, não é porque ela é mais nova... Porque ela também não é criança, não mais também. É por algum motivo dentro do coração de mãe, que parece querer impressionar a outra, que sempre a humilhou. É por algum motivo inútil e desconhecido, que não deveria existir. Não, ele não deveria existir. 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

7.4.9


Nós sempre fomos como o sol e a lua, a dama e o vagabundo, a bela e a fera, a humana e o vampiro, o pobre e a rica, o preto e o branco... Romeu e Julieta.


Proibidos. Diferentes - e dependentes um do outro.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

leia ouvindo:   

Por tantas vezes isso aconteceu, por tantas vezes não consegui me concentrar, nem pensar... Mas agora está mais forte. Cada dia mais forte.
Eu olho em volta e vejo que sou a mesma de dois anos atrás. Eu olho pro céu e vejo aqueles olhos azuis, eu deito na minha cama e escuto a mesma voz na minha cabeça. Ouço o barulho da mesma moto. E não consigo sorrir, mas nem chorar. Eu apenas posso fingir!
E me encontro nesse nada... Mais uma vez. Dois anos. E continuo nesse nada. E ninguém sabe o que tá passando aqui dentro da minha cabeça. Ninguém sabe dos arrepios do meu corpo. E das noites mal dormidas desde o começo desse mês. Maldito mês!
As lembranças que me invadem. O nada que me invade. E a falta de capacidade de cuidar de quem me ama. De prestar atenção no que acontece a minha volta. A falta de capacidade de me arranjar. De dar um jeito no que acontece comigo. O bloqueio, o mesmo de sempre... E eu não quero, e nem vou dividir isso com ninguém, é um nada meu, apenas meu. E quando virar dor, sera apenas a minha dor. Como é desde o ocorrido. Como sempre foi. Não quero conselhos. Não quero estimas. Quero apenas o escuro da noite, o maço, e o buraco. Como sempre. As garrafas voltam a me atrair, e as loucuras voltam a me satisfazer. A paciência se perde. E a vontade cagar na vida volta. O fingimento. Os olhos fundos. O vazio deles. Tudo. Como sempre. E não quero dividir. Mas também não quero abandonar ninguém. Só quero um tempo. Isso passa. Em julho já passa. Só quero um tempo. Você, amor, sabe que é assim sempre. E acostuma, eu não vou mudar isso, você não vai mudar isso... Ninguém vai, porque já mudaram demais, já foderam demais então chega de mudanças. Sem preocupação. Sem carinho. Sem amor. Só um tempo. Prometo voltar a deixar me cuidar e me amar. Mas agora eu não quero. Me perdoa qualquer coisa. Mas entende. Não vou te deixar. Não vou terminar. Não vou fazer nada. E isso mesmo é o que eu quero, o nada. Meu querido nada. Deixa como está. Não muda. Eu não aguento mais mudanças. Quero que isso continue pra sempre. Não, não é masoquismo. É só um modo de fuga, um modo de saber que aquilo foi real. Deixa assim, e me desculpa.
E o medo não aparece. O perigo se torna prazeroso e os gritos também. A arrogância. A grosseria. Tudo. De novo. Como a dois anos atrás. Como dois anos mais pra frente.


Ninguém sabe o que acontece dentro da sua cabeça
Tudo parece estar correndo bem
Você é o mesmo de sempre
Eu não quero te abandonar
Mas eu não consigo nem me arranjar
Quando esse quarto cheio de gente ficou tão vazio?
E todo mundo fica olhando pra mim
Estou cansado, de fingir minha vida
Você quer mais, você quer muito mais.

P.O.D - Let you down

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

I’m everything I’m because you loved me.




Por todas as coisas. Por todo o tempo. Por nós. Pelos corações machucados. E as almas tristes que aos poucos são curadas. Pelas conversas infinitas. Pelos sorrisos. Pelos abraços. Eu tenho uma razão. E um propósito. Um motivo. Um afeto. O mais puro, sincero e verdadeiro sentimento: amor. Um amor único e sem limites. Sem fim. Sem fronteiras, nem barreiras. Sem nada que possa impedir. Que possa mudar. Que possa atingir.
Um amor distinto, completamente. Diferente de todos os outros. Um sorriso diferente de todos os outros. Um abraço diferente de todos os outros. Um beijo diferente de todos os outros.
É algo que vai além de qualquer coisa. Que traz paz e tormento. Frio e calor. Que faz meu corpo tremer em ansiedade horas antes de tocar. Que faz minha cabeça girar e o mundo se silenciar durante o toque delicado dos lábios, e que transforma cada célula do meu corpo em vulcões que entram em erupção com toques estratégicos e calculados.
Cada palavra que sai dos lábios que tem o gosto mais doce que eu já provei, com a voz que eu reconheceria milhas a fio. Cada lágrima que escorre pelo rosto que domina meus sonhos e é meu super herói nos pesadelos a cada singela declaração. Cada ato de paixão desenfreada. Cada mínimo detalhe da relação mais estável e conturbada que um ser humano podia ter. Cada vez que as almas se algemam e esse amor cria raiz e se finca cada segundo mais nos chãos da cidade, debaixo das luzes que iluminam a noite. Que se fincou em frente ao mar. Em cada parte de concreto, terra, piso de toda uma cidade, de todo um país, de todo o mundo.
Tudo isso, tudo aquilo. Tanto coração. Tanto amor. Tanto sentimento. Tanto carinho. Tantos sorrisos. Tanta entrega. Tanta dedicação. Tanta preocupação.
Tanto orgulho um do outro. Tanta convicção de um sentimento intacto que o mar não pode levar, a chuva não pode molhar, o sol não pode queimar. Um sentimento que não deixa margens de duvidas. Que não traz confusão pro coração. Que domina cada segundo do dia e da noite.
Duas almas de destinos traçados. Dois corpos que necessitam do calor um do outro. Dois corações que batendo juntos tornam-se uma bela melodia.
Por todas as lágrimas. Por toda a história. Por todas as “discussões”. Por todas as músicas. Por todas as estações. Por todos os momentos. Por todas as dificuldades. Pelas xícaras de café. Pela cara de sono. Pelas bebidas. Pela sinuca. Pela compreensão. Pelos telefonemas. Pelas declarações. Eu tenho um coração. Que bate descompassado e desesperado. Que anseia pelos beijos. Que necessita do riso. E que reage instantaneamente a uma voz.
O amor de um jeito louco e sem limites. Que supera tudo. Que se renova. O amor verdadeiro, na integra da palavra. Que é verdade. Que traz verdade.
Transformou meus pensamentos, meus desejos, meus quereres, meus sonhos. Trouxe um turbilhão de sentimentos ao meu corpo anestesiado. E proteção para todos os meus medos.  Tornou-se tudo, em tampouco tempo.
É meus olhos quando eu não consigo mais enxergar. E meu sol quando a tempestade toma conta do meu céu. É cada segundo do meu dia. E cada sorriso bonito que nasce no meu rosto. É o amor mais bonito que eu podia pedir.
Por tudo, meu amor. Por cada minuto. Cada segundo. Pelo toque de nossas mãos. E pela proteção que me dá o teu abraço. Pela segurança em seus passos. E a fragilidade de teus sentimentos. Por tudo isso. Que és meu amor mais lindo. Meu amor maior.