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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011


As pessoas se aglomeravam, todos ouvindo o mesmo som... O meu namorado, aquele que tu disseste que tinha um olhar puro, estava ao meu lado, quando um cara de calça jeans, camisa branca com as mangas dobradas e um sapato, estilo tempos da brilhantina, se destacou, de primeiro achei-o ridículo, mas ao olhar para o rosto... Eu juro que era você. Quando ele olhou para mim e ficou encarando-me, por muito tempo, como se estivesse me reconhecendo... Senti o coração querer sair pela boca, minha pressão simplesmente despencou e não sentia nem minhas pernas. Eu podia jurar que era você. O formato do rosto, do queixo, do modo como andava, dançava e cantava. Era você, entrei em pânico e tive um surto de memória, de visão, de controle. Simplesmente agarrei meu namorado e abracei-o forte. Ele sabe tudo mesmo, toda a história, todos os acontecimentos e de quantas outras vezes vi teu rosto em muitas pessoas. Quis chorar, eu juro que quis.
Meu corpo ficou anestesiado, senti como se minhas costelas se abrissem dentro de mim, o pulmão fechasse e a garganta inflasse, houve um buraco, um nó a garganta... Aquela sensação que tive por um ano inteiro a cada vez que te via. Por alguns instantes eu não conseguia tirar os olhos do tal cara, era você. Eu não estou louca, não de novo. Nem estava com tanta saudade de ti, mas naqueles instantes, eu senti saudade... Saudade não, falta. Matadora, esmagadora – talvez literalmente, por que parecia que estava sendo pisoteada por um elefante ou que atiravam contra meu peito. A dor foi imensa, eu não a sentia tão forte há tanto tempo... Que nem lembrava com driblar isso, digo, eu lembrava que driblava com álcool e cigarros, não lembrava o modo bom de driblar isso.  Optei pelo ruim, claro, é o que estava ao alcance no momento e seria o mais rápido; já que faziam quase vinte e quatro horas que não me alimentava, uma simples lata de cerveja me alterou o suficiente para sentir dentro do cérebro os riffles das guitarras das bandas que se apresentavam.
Senti-me pela metade... Aliás, ainda sinto-me pela metade, era teu rosto... Com as mesmas marcas, o mesmo jeito de olhar, de falar com as pessoas, a mesma altura, até o mesmo jeito de se vestir quando queria chamar a atenção, o mesmo modelo de mãos, o mesmo sorriso perturbado.
Sei que não deveria estar escrevendo pra ti de novo, mas isso me alivia... Faz-me respirar mais facilmente.

Agora teu rosto está em minha mente mais uma vez
E eu não consigo fazer nada para mudar
Agora tua vida está na minha cabeça mais uma vez
E ela já não me pertence mais (...)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Havia saudade daquilo que já havia sido bom, havia uma dor. Mas estava aprendendo como viver.. Fazia tempo que não o encontrava, a dor cessara.
Foi quando o encontrei, com o olhar de sempre. E foi tão forte voltar a ve-lo, voltar a acreditar em algo. As palavras que saíam de sua boca, fez-me crer, mais uma vez, isto é real! E tudo o que eu disse, todas aquelas verdades de como sofrera, como sofria e como sentia falta. Chegaste ao final! Quanta dor.. Passara, para mim. 
Um aliança me fora dada, eu tremia, ve-lo foi tão.. Bom? Um belo amor eterno. Uma gigantesca paixão.
Para todo o sempre.
Promessas novamente feitas, aquelas de lá de trás, que nunca foram quebradas, por serem belas, por serem sinceras, por todo o amor! O olhar novamente desesperado, aquela necessidade estranha e o doce desejo de um abraço. Talvez aquela alegria momentânea fosse contagiante.
Te-lo ali, no exato segundo, me fez feliz, e nas horas depois, mas, após alguns dias a ficha caiu.. Bastou ve-lo, voltar a amar para perder-lo. Algumas lágrimas após alguns dias, cessadas pelas recordações das palavras. Meu amor, sempre o único amor, te amarei, pela eternidade. 
E talvez, eu não encontre um modo de explicar, só meu eu para etender, esse doce amor, esse belo acontecimento.