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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tens os olhos do que nunca pude ver. Alma pura. Tens denomidados aos nomes dos Deuses como gestos de um anjo. Belo Homem!
Mostra-me o que nunca fui, fez com que eu não quisesse ir para casa essa noite..Por não poder sentir sua falta!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vide a bula

Cada dia um vôo é alçado. É imensa a extensão do céu, as formas das nuvens...E a rota muda a direção, a todo tempo. Temos escolhas a fazer e como pássaros devemos ter determinação e maturidade para entender que novos destinos fazem parte da vida. E como num sopro fugaz as asas ficam maiores, certamente mais desgastadas, mas aprendemos sempre que cada chuva, cada brilho do Sol é importante, cada um a sua maneira. Para entendermos que não há só dias ensolarados, frios ou chuvosos.A vida é uma multiplicidade de cores, nuances e faces. Um ponto de vista mais pequeno que seja pode nos fazer desviar a atenção do ruim para o bom e perceber que certas coisas são só para o nosso bem. Percebemos também não só quem abre o guarda-chuva para nós, mas nos ensina a confeccioná-lo, para protegermos nossa alma da chuva ácida repleta de valores tão irrelevantes. Somos pássaros sem asas. Alguns indecisos por estarem distantes do seu bando, por não se adaptarem a realidade imposta. Resolvem criar por si uma realidade estritamente paralela. Às vezes por se distanciarem tanto não têm oportunidade de conviver com o outro, ter o amor do outro. A ingenuidade permanece intacta. Mas com ela também permanece a estupidez, por não saber lidar com pássaros, corujas e abutres.
- Por Grazielle Emrich

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Me concentrava em teus olhos. Belos olhos azuis. No teu semblante sereno, na voz, no perfume e em cada palavra que dizia. Doce emoção. Me perdia em pensamentos, lembrando de tudo o que já foi bom.. Para nós! Para nós dois!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Talvez, então, a última gota de amor tenha secado. E a última frecha de luz se perdido. Um coração partido, ou talvez dois.
Uma só vez. Só mais algumas lembranças. Já foi.
Talvez, então, sete meses depois.. Fim! Um baque a ponto de sessar qualquer som. Calaram-se todas a vozes. Nós dois sabemos a onde isso vai dar.
Um cigarro a mais para eu me decidir.
Só mais um gole para suas palavras sairem. Acabou! Não sou mais eu e você.
Talvez, então, nunca tenha sido meu. Nunca tenha sido sua.
Já não é mais quem eu conheço. Mudou.
Já não sou mais quem conhece. Mudei.
Talvez, então, possa nunca mais voltar.
E todos os corações partidos dessa noite aos poucos estão a se juntar.
Direi aos meus, nossos amigos, que não há mais o que tentar. Chegou a hora de parar de errar.
Quando tiver segredos para contar, vai querer me procurar, mas ninguém mais vai te ouvir.
Talvez, então, assim eu possa te odiar, ao invés de me apegar ao sentimento que deveria recusar.
Mais uma noite sem dormir. Só essa. Já foi. Já era.
E tudo hoje esta a cessar. Corações partidos acalmados. Um único amor, para sempre.
Talvez, então, agora seja a hora de esquecer.
Só mais algumas palavras.. Meras e simples perguntas.. Estás bem? Nada mais importa.Adeus.
Talvez, então, doce redenção. Belo fim.

domingo, 24 de janeiro de 2010

É nada mais que uma história sobre um garoto. Seus cabelos compridos cor de madeira, e seus belos olhos castanhos. Eu fiz isso acontecer, eu fiz essa história sobre um garoto e sua bandana vermelha amarrada na cabeça, sua camiseta preta do Nirvana. É só uma história sobre um garoto com seu cavanhaque que levava ar de homem ao seu semblante, sobre seus braços másculos e o seu ar sedutor. Fiz isso acontecer. Fizemos isso acontecer. É só mais uma história sobre um garoto. Só mais uma história sobre uma garota. Com seu cabelo ruivo cereja. É mais uma história, sobre mais um cara que eu fiz acontecer. Que me fez apaixonar. Só mais uma história sobre um garoto.
Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.


Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sozinha eu me ajoelho ao céus, tendo minha respiração como único som a minha volta.
Eu caminhei até o fim a procura dos últimos sinais.
Eu caminhei até o fim a procura dos seus últimos vestígios.
Em busca dos seus olhos em outros olhos. Em busca do teu perfume em outros corpos.
Eu caminhei até o fim a procura de uma semelhança a você.
Mas onde mais, me diz, onde mais vou encontrar alguém assim?
E quando eu grito você não pode mais me ouvir.
E quando eu choro e não tem ninguém para secar minhas lágrimas.
Não há ninguém com quem eu possa contar. Não há ninguém para me proteger.
Eu me sinto frágil sem você aqui. Nessa busca sem fim a procura dos teus sinais.
Não há ninguém para me abraçar. Não há ninguém para me fazer forte.
Eu tenho sonhado que você está comigo.
E eu paro de respirar sem te ver.
Ajoelho aos deuses no pedido de uma ultima dança.
Me abrace. Me abrace. Não me deixe ir sem você. Não vá sem mim.
Me abrace. Me abrace. Me envolva em teus braços mais uma vez.
E só estou a procura dos últimos sinais de você.
Foi na primeira aparição que conseguio despertar a minha reação. Estou a ponto de ser induzida pelo teu olhar.. Teus belos olhos azul mar dominam o meu ser, tomam meu chão. E sua doce voz vai entrando em meus ouvidos e tomando cada parte do meu corpo, me fazendo tremer... É como se eu não sentisse mais nada ao te ver. Como se suas palavras pudessem me trazer paz. Cada gesto seu é lindo. Tudo o que você faz é certo. O toque da sua guitarra me deixa paralisada.. E agora minha canção de ninar é a sua música.








Cadu Pelegrini s2

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Não sei onde errei. Eu penso, penso, penso.. E não encontro respostas.
Só não quero perder tudo que conquistei. Só não posso perder.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Independente do que for preciso.
O céu não é limite - não para mim.
Eu vou fazer, cada um vai lembrar de mim.
Porque eu tenho que ser lembrada
Porque eu preciso ser lembrada.
Então quando as luzes se apagarem todos vão sussurrar, ou com alivio ou com tristeza.
Quero minhas histórias sendo lembradas.
Quero minha vida entrando na história.
Nem que eu tenha que morrer como herói, ou mesmo viver bastante para tornar-me vilão.
As pessoas lembrarão do meu nome.
As pessoas tem que lembrar meu nome.
Nem que tenha que sofrer.
Eles vão lembrar meu nome.
Essa saudade estranha que vem chegando.
Essa falta de você.
Como foi acontecer?
Não pensei que ver sua foto fosse me deixar com falta daquele prazer
E a saudade do tempo em que a gente se amou
E a saudade, a saudade estranha, do seu sorriso sem graça
E é saudade, saudade do seu beijo inexperiente
É saudade da minha criança. É saudade.


cadê meu garoto?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Um lugar como eu sempre quis.
Onde nada fique entre eu e você [..]
Mas eu não tenho culpa, Deus me fez assim inimigo do mundo
Nossa relação é tipo a dama e o vagabundo.

Gueto 21.
Não chore esta noite. Eu sempre te amarei. Não chore esta noite.
Não feche seus olhos para lagrimas cairem. Não se renda a dor.
Por que eu sempre te amarei querido.
Pois então não há necessidade para lagrimas. Não esta noite.
Meu coração está em tuas mãos baby.
Não torne as coisas mais dificeis do que já são.
Solte minha mão e me deixe ir. Prometo que vou voltar.
Só por favor querido. Não torne o abraço quente em um lugar frio.
Só por favor querido. Não transforme o sorriso que eu tanto gosto em lágrimas.
Então me dê um sorriso. Me dê mais um beijo e um abraço quente.
E não chore esta noite. Eu vou, mas eu volto.
Só não chore essa noite.
É um motivo a mais para o meu sorriso. É garoto que me deixa entorpecida. É o sorriso que eu quero pra mim. É o amor que eu quero receber. É o mais belo sonho que não canso de ter.
Surtos..existenciais, emocionais, passionais, familiares.. Simplesmente surtos. Muitos surtos.
E quanto tempo faz que os teus olhos não se encontram com os meus? Quanto tempo faz que não vou ao céu com seu sorriso, que não sinto seu perfume.. E que tremo ao te ver passar? Quanto tempo faz que a sua silhueta não passa por mim, que eu não ouço a sua voz? Quanto tempo faz que está ai, longe de mim, mas para o seu bem? Quanto tempo faz que o egoísmo tomou conta do meu ego e tenho vontade de te sequestrar, mesmo sabendo que seria o pior pra você? Quanto tempo faz que perdi noção do tempo, que não consigo mais respirar, que deixei de comer por não te ver? Quanto tempo? Eu não sei. Diz pra mim quanto tempo faz que essa dor vem me atacando novamente porque você foi embora, para o seu bem, eu sei, mas me deixou.. Quanto tempo faz? Quanto tempo mais?
Um, dois, três, quatro.. Estou contando dia-a-dia pelo momento em que meus lábios tocarão os teus, em que nossos corpos estarão unidos.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Eu quero ter você aqui, vivendo no meu dia-a-dia. É desejo que com garra vai crescendo.Essa vontade louca de te abraçar, sorrir para você, olhar nos teus olhos e te amar, vai crescendo, está crescendo. Tem um sentimento se acumulando no meu peito, é como poder sorrir de novo. Cuidar, amar. Sentir seu coração batendo perto do meu, sua respiração no meu ouvido e poder respirar seu ar, na paz, em paz.. com você. Meus pensamentos estão sendo invadidos por você, e isso é algo que eu não sei da onde vem, só sei que traz alegria e você.. você é o dono do meu sorriso. Esse jogo esta me envolvendo, e tomando meus sonhos mais belos. Quero me ver envolvida por teus braços, recebendo teus doces abraços, me rendendo a criar um forte laço.. Estou me perdendo em você. No teu doce, no teu lindo jeito de ser. Talvez não exista mais nada a dizer, talvez você só conseguira ver no momento em que meus olhos encontrarem o seus e eu tremer. Talvez, se Deus quiser, quem sabe nos meus olhos as mais belas palavras que tento encontrar possam aparecer.. logo após o segundo em que a certeza de que vai ser pra sempre aparecer.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Eu passava por aquela casa, como sempre fazia. Todas as noites.. não pela casa, ou pelas pessoas, era o mistério que me chamava até lá, passava por aquela rua misteriosa todos as noites, como um ritual. E naquela noite, como em todas outras, estava por lá passando, só para não quebrar o ritual, quando uma luz acesa em um quarto do terreo de uma das mais belas casas me chamou a atenção e eu parei para observar, me apeguei nos detalhes daquela casa.. Grande, com um pintura robusta, meio rosada, como casa de filmes, um jardim imenso a frente, com um grande chachorro deitado em sua casinha que caberia uma pessoa, o verde imenso que mostrava tranquilidade e os oito comodos que se destacavam pelas janelas de bordas douradas, aparentemente caras. Já passava da meia noite, todas as luzes de todas as casas estavam apagadas, mas um comodo desta casa estava aceso, iluminando todo o jardim e consequentemente parte da rua. Após observar e encantar-me com a casa, me apeguei ao que me havia feito parar, aquela luz, daquele quarto. Cheguei o mais próximo que pude e observei com toda clareza. Havia uma garota, uma bela garota lá dentro. De cabelos ruivos, que aparentava, sim, até vinte anos, de corpo, o modo como sentava, as coisas de seu quarto, mas ao olhar nos seus olhos eu pude ver, essa garota não passava de seus dezesseis anos, seu olhar mostrava a ilusão da adolescencia, a adrenalina desta..Continuei a observa-la, o seu quarto bonito, muito bem organizado, colorido, sua parede rosa, porém havia um ar de dor nesse lugar, de tormento, a alegria que se era mostrada nas coisas, não se era vista no ar, na garota.. Ah, a garota, esta estava no chão gelado do quarto, com uma música lenta no rádio a tocar, um maço de cigarro em uma mão e uma garrafa, ao que parecia ser, de vodka.. Dezesseis anos e eu pude ver no rosto dessa garota uma dor terrivel, um tormento, ela estava acabando com sua vida com estas coisas, mas ela era linda, com sua pele branca o seu cabelo ruivo cereja, liso, sua maquiagem incrivel, os olhos pretos esfumaçados com grafite e os lábios cheios num tom vermelho rosado. Era uma bela garota e precisava ser salva.. Eu dificilmente me atraia por pessoas desse modo, mas essa linda garota de algum modo mexeu comigo, ve-la naquele estado, aquele rosto frio, aqueles olhos que borbulhavam sentimentos, aquela beleza incomum, eu me senti na necessidade de salva-la, fiquei ali, sem pensar, observando as atitudes daquela menina, observando cada tragada do cigarro, cada gole de vodka. Cada segundo mais a necessidade de abraça-la me tomava.. Passei a sonhar. Talvez, se eu salvasse aquela garota ela me chamaria de seu anjo, fiquei me imaginando tendo-a em meus braços, ouvindo sua voz sussurrando meu nome, chamando-me de seu anjo. Não era desejo, só uma compaixão repentina de embalar aquela garota nos meus braços com uma cançao de ninar, dizer que tudo ficaria bem. Estava perdido em pensamentos imersos quando ouvi um soluço, acordei e vi.. A garota ruiva estava ali na minha frente, chorando por ouvir os meus sussurros. Eu a olhei e a abracei, envolvi ela em meus braços e afaguei seus cabelos macios e disse:
- Eu estou aqui!
Senti seu coração batendo intensamente, a apertei mais forte.
- Quem é você? Porque me sinto tão bem agora, com você aqui?
Eu a olhei, sorri e disse:
- E sou quem vai te salvar. Eu sou teu anjo!
Ela sorriu e repetiu:
- Meu anjo!
As coisas mudaram com a rapidez de anos luz, talvez. Rápido demais. Mudanças intensas demais. As razões de se respirar mudaram. Seis meses é o tempo suficiente para as coisas mudarem da água para o vinho...
Naquela bela tarde de Junho, a seis meses atrás estava envolto de braços másculos, embalada ao som de palavras sinceras sussurradas ao pé do ouvido, sentindo doces lábios me tocarem com leveza, me levando paz, me levando tranquilidade. Nesta tarde obscura de Dezembro me encontro sentada no chão frio do quarto escuro, a fumaça que entra e sai dos meus pulmões, os deixando mais frágeis a cada segundo, acabando com minha vida mais e mais, os pensamentos lutando para serem um pouco mais nítidos em relação as palavras que se eram ouvidas naquela tarde. Meu ser interior lutando para se libertar, eu lutando para conte-lo.
Naquela bela tarde de Junho havia uma razão para se respirar e esta estava em minha mãos.
Nesta tarde obscura de Dezembro existe a mesma razão para respirar, mas ela já não está em minhas mãos. As coisas saíram do lugar, mas o sentimento continua intacto. E assim será, até o fim.