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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sobre liberdade.



Diga-me, qual teu conceito de liberdade?  
Você, adolescente... Poder sair e voltar à hora que quer? Não ter ninguém a te esperar quando você chega em casa? Pode levar quantos amigos quiser pro seu apartamento, sem ninguém pra dizer que não? Beber quantas garrafas você tiver vontade, tirar as notas que você julga boas ou simplesmente fazer o que quiser?
Ou para um presidiário, que a liberdade é simplesmente se livrar da sentença de passar anos vivendo em um quadradinho, de ter horário para tomar sol e horário para ver a família e amigos.
Para um idoso, que a liberdade se resume em não depender dos outros, em poder caminhas com as próprias pernas, em poder viver como viveu até ter um AVC e se ver em uma cama.
A liberdade, em si, é filosófico existente apenas no mundo das ideias, logo, é uma ideia, não exatamente um conceito conhecido, mas que pode ser conhecido na mente de cada um, como os exemplos acima. E, então, para mim, no meu psíquico, o conceito de liberdade se resume há algo que muita gente acha simples de se ter, mas que não é bem assim: A paz.
Alguns dizem que liberdade é o contrário de submissão, outros, que é o poder de agir sem ser coagido, alguns também dizem que é independência, mas, em minha concepção, tudo isso, é fruto de um espirito pacifico, que sabe controlar seus impulsos e trabalhar até que consiga ser livre.
E quando digo paz, não é a paz do mundo e da pomba branca, não senhor. É paz de espirito, de corpo, de se sentir livre de algo que inquieta a mente, de algo que nos faz incapaz de agir... De se poder sorrir sem medo de ser julgado, de poder agir sabendo que todos compreenderão.  De poder fazer escolhas. De andar de cabeça erguida, sem nenhum peso nas costas. De viver sem pressão de sociedade. De ser livre para ir e vir. Para sorrir e chorar. De não sofrer consequências de atos errados, porque em paz, ninguém os fará.  E de ser livre para atrair essa paz. Sempre.
Eu não me sinto livre. Definitivamente não, busco paz, mas não a encontro... Orgulho, impulsividade, nervosismo, ansiedade, tudo isso impede que a paz exista em nós e que assim a liberdade seja alcançada, isso tudo apenas nos prende a algo ou alguém, sempre, pois gera total desiquilibro emocional.
Talvez ninguém viva em paz, logo, ninguém seja livre. Talvez existam pessoas no mundo que tiveram a paz alcançada e são livres, como pássaros. Vai lá saber!


I wanna sex
I wanna drugs
I wanna vodka
I wanna break the rules
I wanna fly away
I wanna make everything is wrong
I wanna send the world to fuck
I wanna the forbidden

WHAT THE HELL?
Uma garrafa de absolut, três cigarros bolados e um maço de marlboro pelo amor de Deus?

domingo, 28 de agosto de 2011

Tu vida es mia
Your fear is living here
I have nothing to say
But I feel like my mouth is wide open
Everything that is real

sábado, 27 de agosto de 2011


Olha, tem coisinhas guardadas dentro de mim ainda, que você desconhece. Tem sentimentos aqui, que eu ainda não aprendi a demonstrar. E também tem esse meu gênio forte que nem eu mesmo tenho suportado quem dirá você?
Eu estou tentando mudar, eu juro que estou. Desde o dia em que disse que tinha ficado magoado comigo porque você precisava de carinho e eu estava estressada, perdão!
Eu quero saber lhe dizer que fiquei assustada também, e que chorei, não por ter brigado com a minha mãe, mas porque senti medo. Quero aprender a chorar no teu colo toda vez que quiser, e aprender a dizer que estou com saudade de ti – toda hora, porque sinto falta toda hora. To tentando aprender a abraçar quando quero carinho e não a ficar estressada, a sorrir quando você diz que me ama e não agir como se isso me entediasse. Perdão! Eu sei que mudei. Sei que tenho estado muito fora do normal, que tenho vivido no estresse puro, mas faz tempo isso... E eu não sei o que está acontecendo comigo. Sei apenas que isso te machuca, porque eu tenho visto nos seus olhinhos... Sei apenas que nosso relacionamento pode desmoronar e talvez a culpa seja exclusivamente minha. Sei que não aprenderia a viver sem ti e sei também que precisa de mim.
 Mas olha amor presta atenção em uma coisa - quando eu não consigo falar - que é o mais importante pra mim e pra ti, no meu sorriso, e no meu olhar, presta atenção nas mordidas que dou na boca e no jeito que pego tua mão... Tá tudo nisso, todo o amor e todo o carinho, toda a força que tu tens precisado e todos os “eu amo você”. No modo como olho pra ti, e como acaricio seu cabelo. No modo como eu te abraço.
Toda a força do mundo está aqui. No meu sorriso, no meu abraço... Só pra ti. Todo afeito e calor.
Eu tenho estado com tanta coisa na cabeça... Eu quero emagrecer, tirar apenas notas azuis no colégio, quero parar de fumar e agora quero mudar contigo, quero aprender a ser como você – meigo, doce, carinhoso – e viver sem máscaras. Porque o perigo de te perder para mim mesmo tá sendo tão grande, mas tão grande que me apavora.
Agora mesmo, estou querendo te ligar, dizer que te amo que já estou com saudades e que seu sorriso é a coisa mais linda do mundo... Dizer que tenho ciúmes de quem te dá atenção demais porque morro de medo de perder a sua atenção pros outros. Dizer que muitas vezes que fico longe fico me imaginando sem ti e isso dói tanto, que tu nem imaginas.  Dizer que algumas atitudes suas tem parecido distantes das minhas e que é como se você estivesse querendo ter uma vida além da nossa – e isso também dói, dói muito. E assusta.  Dizer que você é tudo para mim. Tudo mesmo, e que a minha vida se resume a tua. Apenas respiro para você respirar. Que se não for para ser tua, não serei de mais ninguém.
Perdão, meu amor. Pelas grosserias descabidas. Os momentos que o frio tomou conta de mim. Por não ser perfeita, e não saber tentar ser. Por não ser o que você merece. Tenho me culpado por isso. Há mais de dois meses... E tenho tentado mudar, mas é tão difícil, essa personalidade é tão minha. Estou tentando.
Vou aprender a mostra-lhe amor como merece, a não me mascarar e nem fingir ser forte quando estou fraca. Não mentir pra mim dizendo que está tudo bem e cabeça gritando que não, que nada está bem.
Vou tornar-me alguém melhor, por ti, por mim e por nós.

sábado, 20 de agosto de 2011

Você tem todas essas regras, e acha que elas vão te salvar.

Você se impõe, imaginando que o errado não chegará a mim. Você tenta me dominar, me deixar sem armas para lutar pela minha liberdade e meus sonhos. Pisou em todos eles, em cada um... Até ver que minhas armas andam comigo na cintura e as facas - minhas prediletas - se desprendem da minha mão sendo lançadas a ti toda vez que tuas regras tentam me aniquilar.
Só me resta rir.
"Você tem todas essas regras, e acha que ela vão te salvar." diz o sábio coringa. Você tenta, com todas as suas forças - e armas quebradas - ser salvo impondo algo que, tenho certeza, não terá mais sentido, nenhum, já que o sentido tem se perdido desde dois anos. Não irão te salvar, sinto lhe informar. Nem suas armas falhas, nem suas regras.
Analise os fatos, veja bem como meu jogo funciona. Dominação. Persuasão. Ironia.


Consequência qualquer coisa traz
Quando é bom nunca é demais
E se faz bem ou mal, tanto faz.

Matanza - bom é quando faz mal.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

NÃO PARA DE REMAR!

Nada importa mais... E dessa vez, é pra valer. Meus olhos só vêem os teus e minha força se resume a ti, e assim será, até não me restarem mais forças.




"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim"
cfa-

domingo, 14 de agosto de 2011


As pessoas se aglomeravam, todos ouvindo o mesmo som... O meu namorado, aquele que tu disseste que tinha um olhar puro, estava ao meu lado, quando um cara de calça jeans, camisa branca com as mangas dobradas e um sapato, estilo tempos da brilhantina, se destacou, de primeiro achei-o ridículo, mas ao olhar para o rosto... Eu juro que era você. Quando ele olhou para mim e ficou encarando-me, por muito tempo, como se estivesse me reconhecendo... Senti o coração querer sair pela boca, minha pressão simplesmente despencou e não sentia nem minhas pernas. Eu podia jurar que era você. O formato do rosto, do queixo, do modo como andava, dançava e cantava. Era você, entrei em pânico e tive um surto de memória, de visão, de controle. Simplesmente agarrei meu namorado e abracei-o forte. Ele sabe tudo mesmo, toda a história, todos os acontecimentos e de quantas outras vezes vi teu rosto em muitas pessoas. Quis chorar, eu juro que quis.
Meu corpo ficou anestesiado, senti como se minhas costelas se abrissem dentro de mim, o pulmão fechasse e a garganta inflasse, houve um buraco, um nó a garganta... Aquela sensação que tive por um ano inteiro a cada vez que te via. Por alguns instantes eu não conseguia tirar os olhos do tal cara, era você. Eu não estou louca, não de novo. Nem estava com tanta saudade de ti, mas naqueles instantes, eu senti saudade... Saudade não, falta. Matadora, esmagadora – talvez literalmente, por que parecia que estava sendo pisoteada por um elefante ou que atiravam contra meu peito. A dor foi imensa, eu não a sentia tão forte há tanto tempo... Que nem lembrava com driblar isso, digo, eu lembrava que driblava com álcool e cigarros, não lembrava o modo bom de driblar isso.  Optei pelo ruim, claro, é o que estava ao alcance no momento e seria o mais rápido; já que faziam quase vinte e quatro horas que não me alimentava, uma simples lata de cerveja me alterou o suficiente para sentir dentro do cérebro os riffles das guitarras das bandas que se apresentavam.
Senti-me pela metade... Aliás, ainda sinto-me pela metade, era teu rosto... Com as mesmas marcas, o mesmo jeito de olhar, de falar com as pessoas, a mesma altura, até o mesmo jeito de se vestir quando queria chamar a atenção, o mesmo modelo de mãos, o mesmo sorriso perturbado.
Sei que não deveria estar escrevendo pra ti de novo, mas isso me alivia... Faz-me respirar mais facilmente.

Agora teu rosto está em minha mente mais uma vez
E eu não consigo fazer nada para mudar
Agora tua vida está na minha cabeça mais uma vez
E ela já não me pertence mais (...)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Gotas de chuva - nostalgia.

Eu voltei para casa, com pingos gélidos de chuva caindo pelo meu rosto. Parei em frente do teu antigo trabalho, sem perceber, e te procurei... Não havia notado até então, que estava a procura de teus olhos - mais uma vez. Senti o cheiro de kayak da natura pelos ares, e tentei ver de onde vinha, em vão. Eram duas as opções ou vinham do vento dos céus, ou estavam sendo projetados pela minha mente conturbada - e a segunda é mais obvia, vendo o estado em que estava.
Entrei na rua de casa, e continuei a procura já consciente de que estava lhe buscando. Sabia que era em vão. Sabia que tu não estavas por aqui, mas a cabeça olhava de um lado para o outro sem que eu comandasse, as narinas inflavam tentando ver de onde o cheiro vinha. Vazio. Não havia nada ali além da fumaça do cigarro, dos carros e o nublado do céu. Nada além do vento gelado que parecia dar tapas em meu rosto, nada mais do que gotas de chuva que naquele instante se misturaram com as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Era falta. Quis correr, e quis ficar. Quis continuar a buscar, porque precisava encontrar.
Sentei na guia na porta de onde era tua casa, acendi mais um cigarro e deixei a chuva me molhar... Fechei meus olhos, lembrando que eu tinha sobrevivido dois anos e que preciso sobreviver mais.

Eu ainda sinto como se teu corpo estivesse quente em minhas mãos
Eu ainda sorriu como se os sonhos fossem reais
Eu ainda lembro como se a dor fosse boa e lembrar não me dilacerasse
Eu ainda te busco porque sei que mais cedo ou mais tarde vou te encontrar

domingo, 24 de julho de 2011

Serei tua eternidade.

Eu tive medo de invadirem minha privacidade. De ser apunhalada pelas costas. Tive medo de sentir o coração mais forte. De sorrir despreocupada.  De sentir mãos maiores que as minhas tocando meu corpo. Tive uma instabilidade na vida que me fez criar um bloqueio. Que destruiu tudo o que poderia ser chamado de sentimento dentro de mim.  Tive desespero. Angústia e senti dor, por muito tempo e muita dor.  
Tive receio do futuro quando ouvi suas palavras. Protegi-me e protegi meu coração. Dobrei aquele meu bloqueio tão conhecido. Respirei fundo aos eu te amo que me eram ditos. Neguei. Lutei contra.
Não quis me redimir. Neguei-me a abandonar o que me destruía. Evitei sonhar.  
Tive abraços e beijos. Sorrisos e declarações. Decidi por deixar levar. E deixei. Quem sabe seja bom? Pensei, com interrogações pulando a minha volta.
Apaixonei-me. Senti meu bloqueio sendo quebrado, jogado no chão, tive medo. Tentei recolher os cacos e reconstruí-lo, foi em vão. Você não deixou, sorriu para mim e disse que tudo ia ficar bem, repetidas vezes disse-me isso e eu podia ver teus olhos brilharem sinceros. Não aceitei. Quis evitar, tentei evitar.
Até que não me restaram mais saídas, não havia mais bloqueio, mas ainda havia medo, ainda havia dor.  Contei tudo! Cada parte do meu ser. Da minha vida. Do meu passado, presente e do que sonhava para meu futuro, foi atento, calmo e apenas disse que estaria comigo, para sempre, que não importava o que acontecesse, eu chorei, como a muito não chorava, chorei de verdade, com lágrimas que mais pareciam um riacho. Que escorriam pelo rosto sem que eu quisesse.
Lembro quando sorri e quando retribui o amor. Quando passei a cuidar. A querer.
Lembro quando houve a primeira proposta. Lembro quando a ideia me começou a ser prazerosa.
Mantive-me com medo, com receio.
E decidi-me, olhei para dentro e vi teu nome escrito por toda parte, cheirei meu travesseiro e tive plena consciência de que era o cheiro que queria para o resto da vida - não que já não soubesse disso, só decidi que seria o mais rápido possível.  Te coloquei para dormir no meu peito, e fui escutando sua respiração se acalmando, até ficar completamente serena e tu entrar na cidade dos sonhos, vi teu rosto calmo, lindo, com um meio sorriso, porque dormiu no lugar que mais gosta e percebi que quero isso todas as noites, por toda a vida. Vi teu cabelo molhado e teu corpo úmido depois de um banho e imaginei como seria se visse isso todos os dias, duas vezes num dia, se entrasse junto. Fiz pães suficientes para você, para querer fazer todos os dias, a vida toda, antes de você sair para o trabalho. Dobrei roupas suficientes suas e as guardei no meu guarda roupa para não me importar de fazer isso à vida toda, todos os dias. Conheci todos os teus defeitos e qualidades, sei de todos os seus más dias e os melhores e não preciso me preocupar com mudanças. Com novas descobertas. Eu conheço até o seu chulé!
Sei da tua mania de viver encostado, de não saber sentar numa cama – só deitar, sei também do seu jeito bagunceiro e de como cozinha bem. Então, eu não preciso me preocupar com nada. Nem temer a nada. Porque sei que será perfeito. 
Parei de temer o mágico, o ato de caminhar com uma calda branca giganta. Parei de negar meu sonho de sair em uma limusine para qualquer ilha com cheiro afrodisíaco perdida no mundo. 
Me rendi. Não resisti. Decidi por mim. Por ti. Por nós.
Porque não há nada melhor. Nada que eu queira mais.
Então, deixei passar. Permiti a mim mesma amar. E cá estou braços abertos, coração rendido, dizendo-lhe que sou tua. Por completo. E serei tua eternidade.
Não pule fora. E nem me deixe pular fora só pelo impulso e pela vontade de fumar maconha e beber demais. Não me deixe fazer isso, eu tô pedindo!
Faça coisas diferentes para que eu possa me sentir entretida. Me coma na sala com meus pais na cozinha, fale mais alto, escolha a onde vamos sair e diga – e ponto final. Só por um tempo, só quando eu falar que quero beber... É, isso, quando eu digo isso é sinal que posso pular fora, no impulso, não porque não te quero, por que isso tá bem longe de mim... Eu te quero mais que tudo. Mas meu impulso quer o cheiro queimando o nariz, e a cabeça rodando, quer gostos diferentes na noite e não ver o telefone tocar nunca. O impulso não me ama. Você me ama. E eu me amo. Então não deixe... Nunca, eu me encantar pelo que o impulso diz. Me faça encantar-me por ti, todo dia. Mas encantar mesmo, fascinar. Escutando um palavrão, te vendo com uma roupa nova. Ou com o corpo todo perfumado. Me deixe babando todo dia... Me chame pra sair. Me leve pra um lugar vazio, com um garrafa de alguma coisa forte, me deixe bêbada, e me destrua. Me deixe cansada. Me deixe irritada. E diga que me ama. Todo dia. Apareça com um buque de rosas com uma garrafinha de licor no meio. Me leve pra sua casa, faça um jantar romântico e traga como sobremesa um brinquedo pra gente. Me encante. Todo dia, porque ai meu impulso vai ficar atrapalhado, e não vai me dominar. Tô pedindo, não me deixe pular fora pelo vento mais forte no rosto. Me carregue numa moto a 200km/h, me leve pular de bungee jump. Mas controle meu impulso, por mim.
Eu quero viver por você.  Somente por você, você me ama. Eu te amo. Amamos-nos.
Me encante enquanto é tempo. Me re-encante. Me traga adrenalina. Misture amor e putaria pra mim. Chaqualhe o que presta com o que não presta. Mistura calmante e absinto. E me fascine, pra sempre. 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo. 



cfa - 
 Desde pequeno vi o Tarzan andar pelado. Cinderela chegava meia noite. Pinocchio mentia. Aladim era ladrão. Batman dirigia a 320km/h. Branca de Neve morava com 7 homens. Popeye fumava grama e era todo tatuado. PacMan corria numa sala escura com música eletrônica comendo pílulas que o deixavam acelerado.

Agora, me digam, como querem que me comporte? 
É tudo culpa da infância! 







créditos: desconhecido do facebook  haha

sábado, 16 de julho de 2011

Diálogo inútil.

- Coisa do capeta essas suas unhas pretas e esses berros no seu fone de ouvido menina!
- Vó, é metal. Olha essa musica aqui, é mais calminha... Rock das antigas, Kurt Cobain, grunge!
(tocando lithium)
- Nossa, parece que ele tá morrendo!
- Ai, vou pra galeria do rock.. Tchau!
- Nossa, no centro? Lá só tem briga!

Irmão aparece, com camiseta da okley, ouvindo pagode.
- Ah, isso é bonitinho...
- Vó, dor de corno. E não fala nada com nada!
- Melhor do que essa revolta
- Caramba, não é revolta... É estilo de vida, é expressão, liberdade de;
- Vai pra igreja, menina.
- Não acredito nisso.
- O vó, você que assiste muito datena e tal, me fala... Quando você viu apreensão de droga, briga, morte em show de rock?
- Ah, nunca.
- E em pagode? Baile funk? E mesmo em igreja?
- Ontem.. Teve apreensão de drogas em show de pagodeiro e tal..
- É?
- É.
- Então.. tem certeza que meu rock, meus idólos e a liberdade de expressão e estilo da gente é coisa do capeta?
silêncio.
- Do capeta é isso aí, essa hipocrisia dentro da igreja, essa apologia á pedofilia e a traição do funk, e esse ensino a não te amor próprio do pagode. Isso sim é do capeta.
Tô indo pra galeria, ouvir meu Nirvana e comprar CD's. Tchau!


Alguém me explica porque tem tanto preconceito ao rock?



LONG LIVE ROCK N' ROLL!
15/07/2011 22:37
E como fazer então? Ela me têm, quando precisa. No dinheiro, no amor, do carinho, na ajuda... Sempre. Todos os dias. E a outra... Não tem, para nada. Para absolutamente nada. Dela apenas escuta xingos, dela apenas escutas gritos e até mesmo ameaças... E de mim? É apenas carência, amor, sonho, ajuda. E eu não cobro dela nada. Não peço nada em troca, mas, ela poderia pensar, poderia tentar me compreender. Tentar permitir que eu não me destrua por dentro. Tentar se permitir de entender o que eu fui, o que eu sou, e quais são as possibilidades de me tornar pior do que isso aí tudo.
Talvez seja pedir demais compreensão, como talvez não seja difícil demais retribuir.
Depois das asas que abri mão por ela, depois dos sorrisos que perdi por ela, depois das roupas que troquei por ela, das mentiras que contei por ela, do ódio que criei por proteção a ela. A outra vem de manso, com interesse escrito no rosto, percebido na fala, transparente no olhar... E eu fico de lado. Largada no meio da estrada escura. Na noite de chuva. Recebo olhar de indiferença quando apresento as notas perfeitas, em quanto à outra, recebe pena pela sem vergonhisse de ter notas sujas, de zero a meio e ainda por cima ganha um sorriso de pergunta sobre ajuda.
E eu? Alô! Será que alguém tá a fim de me enxergar? Mãe, caramba. Fui eu que te dei apoio, amor, carinho. Fui eu. Ei, a outra é ruim. Lembra?
A ajuda pra ela é um tapa na cara pra acordar, mas e a minha? Que eu nem mesma sei, e a minha ajuda que é física, psicológica e emocional. Que se não vier... Pode me levar a um caixão, ou talvez a outro coma alcoólico. E a minha? Que se não vier vai me deixar sem coração pra sempre.
Ela não te dá nada além de desgosto, mas não é ela quem escuta isso todo dia. Sou eu, da sua boca, depois de arrumar toda a sua casa, fazer a comida, e te mostrar meus oitos, nove e dez de notas. Sou eu quem ganho a indiferença, depois de não dormir pensando em como te ajudar a pagar aquela conta, depois e mandar meu próprio pai tomar no cú porque você tá chorando por ele. É ela que ganha o cobertor no meio da noite, o leite quente na cama, e o filha todo dia. Eu? É Barbara daqui, Barbara dali. Não tem cobertor e nem leite quente... E não, não é porque ela é mais nova... Porque ela também não é criança, não mais também. É por algum motivo dentro do coração de mãe, que parece querer impressionar a outra, que sempre a humilhou. É por algum motivo inútil e desconhecido, que não deveria existir. Não, ele não deveria existir. 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Nada. Ninguém. Nada. Frio. Medo. Dor. Saudade. Nada. Solidão.

Porque? Eu quero a resposta. Porque isso tudo tá voltando? Porque as coisas estão erradas de novo? Porque parece que ninguém se importa, de novo? Até o inferno do torpor voltou. Eu não quero vozes de novo. Eu não quero pesadelos de novo.
Porque nada tá completando? Porque nada tá fazendo sentido? O que tá acontecendo comigo de novo? Porque essa merda tá acontecendo?
Porque as garrafas estão voltando a ser tão atraentes?
E as pessoas na rua assustadoras?
Porque fumei dois maços num dia só? Porque eu to chorando desenfreadamente? Porque eu to com insonia de novo? Porque é uma e trinta e quatro da manhã e eu to aqui ainda? Porque to escrevendo no desespero de novo? Porque? Porque to sentindo o cheiro daquelas arvores? Porque to com vontade de beber licor com conhaque? Porque tem um buraco no meu peito? Porque parece que vou desmontar de novo? Porque to tão dependente do meu namorado? Porque to com tanto medo de ficar sem ele? Porque to desconfiando de tudo e de todos? Porque to com saudade do que já foi? Porque to com vontade de me jogar de algum lugar? Porque to perdendo o medo do escuro de novo? Porque to paralisando? Porque... tudo isso... tá acontecendo... de novo?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

7.4.9


Nós sempre fomos como o sol e a lua, a dama e o vagabundo, a bela e a fera, a humana e o vampiro, o pobre e a rica, o preto e o branco... Romeu e Julieta.


Proibidos. Diferentes - e dependentes um do outro.

domingo, 10 de julho de 2011



Eu quero pular de um precipício, sentir o vento no meu rosto, chegar ao ponto final e poder olhar para trás... Quero ver quem vai chorar e quem vai sorrir, quem vai dizer - ela tinha problema - e quem vai ir atrás, porque não sabe viver sem mim. Quero pular do mais alto, e do lugar mais escuro, com fones de ouvido tocando Let You Down, do p.o.d e com um vestido soltinho, e preto. Quero ver quem realmente se importa, que ver quem realmente me ama. Porque eu preciso de provas. Preciso saber quem alguém me ama.





E eu simplesmente não acredito mais em ninguém - pelo amor de sei lá quem, deixe-me ser salva. 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sentir-se amado 

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama. 

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado. 

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se. 

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também? 

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois. 

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho". 

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato." 

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. 

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.



(Martha Medeiros)


Ainda assim, posso afirmar... Sinto-me amada. Completamente amada. E você, sente-se amada?

sábado, 25 de junho de 2011

Todo mundo nasce cem por cento em paz e no fim ninguém sabe quantos por cento vai restar dessa paz.



Jennifer T.